
Mas qual é o papel da filosofia? Extrair a beleza das coisas? Conceituando, definido-as, encaixotando? Por sentimos um desejo imensurável de descrever o mundo que nos cerca. Entender a dinâmica das relações de corpos, sejam eles celestes ou terrestres. Saímos da onde as coisas são de fato, com todas as suas formas, cores, odores, sabores, sons e texturas bem definidas e vivas para adentrar em terra monocromática, desfocada e sem brilho.
De total manipulação, a alquimia dos cerebros ávidos por reconhecimento e segurança. Criam assim suas próprias salas de estar em labirintos complexos. Será que algum dia vão voltar a olhar o jardim?
As coisas estão aí para serem definidas ou sentidas? Sentidas como parte de um todo no qual você também faz parte e não tem o menor domínio sobre elas a não ser quando de fato se envolve em uma relação simbiótica em que um já faz parte do outro não sabendo onde se inicia aquele ou onde se finaliza este. Esse composto profundo harmonioso e devastador confunde os sentidos e a alma. Não havendo explicação se alcançou a perfeição.


